Após o terror da Segunda Guerra Mundial , o francês Antoine de Saint-Exupéry, presenteia o mundo com uma obra que encheu de amor o coração daquela e de muitas outras gerações.
Disfarçada de obra infantil, mas as crianças não têm maturidade para compreender seus ensinamentos, nem precisam deles, elas são puras.
Sempre que leio aprendo alguma coisa nova. Resolvi reler e farei agora que estou no meu mês de renascimento.
Num planeta minúsculo contendo uma rosa e três vulcões o principezinho acha que precisa conhecer o resto do mundo e sai em sua viagem de descobertas.
Eu aqui aprendi com ele a cuidar da saúde do meu planeta. Fiz a toalete deles neste mês de purificação. Fiz faxina no quarto, armários, gavetas, na Aster ou seja em todos os meus pequenos planetas. Me desfazendo do que não serve, doando o que será melhor para outro, abrindo espaço para o novo e podando os “baobás” que teimam em crescer. “É um trabalho sem graça, mas de fácil execução” e que me trouxe muitos benefícios.
Em suas andanças o príncipe conhece vários planetas de um único habitante... personagens muito familiares. O Bêbado que bebe porque não tem coragem de enfrentar as suas desgraças, o vaidosos que não reconhece nenhuma beleza que não a dele, o empresário que só acumula riquezas... todos nós conhecemos ou nos comportamos como esses personagens. E tem também o rei, que ensina algo tão simples e tão difícil de seguir: “ É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar!. Nós sempre queremos mais do outro e não temos a sabedoria de compreender que talvez essa pessoa fez o melhor que pode!
Mas foi na terra que ele aprende muita coisa.
Foi no mais populoso planeta que ele conheceu a solidão (!?) sim, vivemos no deserto de nossos segredos e sozinhos na multidão. Mas nesta multidão existem pessoas muito especiais que chamamos de amigos, anjos, companheiros. Na nossa vida Deus facilita as coisas nos trazendo ao lado daqueles que temos laços de sangue, e no decorrer do caminho vamos resgatando os demais.
Neste meu mês de purificação, escolhi passar mais tempo perto daqueles que me fazem bem e me exigem nada mais do que a minha amizade!
Na Terra ele descobriu que existem milhões de rosas iguais a que ele julgava ser única, e se decepciona. Tenho certeza que a rosa foi o símbolo que Exupéry escolheu para representar nós mulheres. Sim, somo chatas, exigimos carinho e atenção, mas dedicamos nossa beleza ao nosso cuidador, carregamos os espinhos sozinhas e precisamos de proteção.
Mas que bom que aparece a raposa! Ela ensinou a ele que sua rosa é única sim! Que somos responsáveis por quem cativamos (nos enchendo de culpa)! E nos faz entender que nada é por acaso.
Aprendemos a alegria antecipada! “se você me diz que vem as 4, as 3 eu começo a ficar feliz!”
Sim, aprendi a ficar feliz por antecipação, meu aniversário tá chegando e eu estou feliz (hoje ganhei meu primeiro presente, um relicário lindo de São Jorge, a Luca me deu, e só não ganhei a moringa linda, também de São Jorge porque a atrapalhada da Marcia deu o endereço errado, kkk, mas já estou feliz porque está a caminho. Estou feliz porque nesta semana tem Ney Matogrosso, e mais ainda porque o Cesinha tá vindo! Sim alegria antecipada é contagiante.
Aprendi também a respeitar o tempo do outro que nem sempre é o mesmo nosso. E me manterei feliz para quando este tempo chegar!
E assim quero viver, como criança, para complicar menos, amar mais, perdoar mais, sorrir mais, sonhar mais e viver mais feliz!
